INÍCIO ENTREVISTA Director Técnico de Electro-Solar ao "Nô Pintcha"
Director Técnico de Electro-Solar ao "Nô Pintcha" Versão para impressão Enviar por E-mail
Entrevista
Escrito por Djuldé Djaló   

“O nosso objectivo é garantir energia a toda a cidade, vilas e em toda a província leste”

 

A cidade de Gabú poderá libertar-se nos próximos tempos da crise energética. Tudo porque a Empresa Electro-Solar que há sete meses está operar nesta cidade com 500 ligações actualmente, tenciona melhorar progressivamente os seus serviços, atingindo maior número de beneficiários.

Em entrevista exclusiva ao "Nô Pintcha", o director técnico desta empresa de fornecimento da energia, Reinder Bouwmeester assegurou que, o objectivo da mesma é garantir energia a toda a cidade, vilas e ainda toda a província leste, nomeadamente as regiões de Bafatá e Gabú.

Segundo Reinder Bouwmeester, dos 500 contadores inicialmente disponibilizados pela empresa, todos foram adquiridos pelos clientes, o que demonstra as boas perspectivas destes serviços. Anunciou que foram encomendados mais 500 contadores e até ao final do ano prevê disponibilizar 1500 contadores, o que permitirá maior número de beneficiários.

Conforme as explicações do director técnico da empresa Electro -Solar, o sistema, contrariamente como muitos pensam, funciona através de grupo-gerdores e o sistema de recargada é tipicamente a de saldo de telemóveis.

Para aceder aos serviços e aquirir um contador, o cliente paga 50.000 Fcfa a partir do qual, é instaldo a luz na sua casa com uma oferta de 5kw de energia. Depois passa a recargar o seu cartão no escritório da empresa conforme a sua possibilidade financeira.

 

Jornal "Nô  Pintcha" (JNP) - Desde quando é que o projecto arrancou as suas actividades aqui na Região de Gabú?

 

Reinder Bouwmeester (RB) – O projecto Electro-Solar arrancou em 2009, depois da assinatura do Contrato com o Governo, através da Secretaria de Estado da Energia.As actividades concretas no terreno aqui na cidade de Gabú arrancaram há sete meses, porque logo após a assinatura do contrato com o Governo, seguiram-se os preparativos e estavamos aguardar a chegada dos materiais que vieram do exterior.

 

JNP – Como surgiu a iniciativa de instituir este projecto aqui em Gabú?

 

RB – É uma ideia que tive há longo tempo enquanto director da Empresa Stenaks. Mesmo em Bissau fornecemos luz a muitas casas arredores da empresa no Bairro de Plack e Hafia.

Com esta experiência que temos e com a amizade que tive com o senhor António Queba Banjai, começamos concertar ideias de fornecer a energia de forma mais profissional nesta cidade, de onde ele é natural.

 

JNP – De onde é que foi importado este sistema de fornecimento da energia?

 

RB – Não foi importado de nenhum país. É um sistema simples que nós dotamos, através de grupos-geradores instalados e com pouco gasto de combustível.É um sistema prê-pago e não cobramos factura à niguém e cada um compra o seu cartão de recarga como se faz com saldos de telemóvel.

 

JNP – Importa de explicar-nos melhor este sistema e como se atribui o cartão?

 

RB – Cada cliente que inscrever na empresa recebe um contador prê-pago que será instalado na sua casa. Este contador tem um tipo de Cartão Magnético. Este cartão é recargável no nosso escritório, através de rede de computadores, sempre que for necessário, permitindo o cliente levar o saldo que adquirir para introduzir no seu contador.

 

JNP – Qual é o custo deste saldo?

 

RB – Depende da capacidade e necessidade do cliente. Como referi atrás, o saldo é como a recarga do telemóvel. O cartão magnético que lhe referi é como o cartão de linha de rede móvel, ele serve para ser recargado sempre.

 

JNP – Para adquiriri contador e/ou linha pela primeira vez qual é custo?

 

RB – Para aquirir pela primeira vez a linha (contador), o cliente paga 50.000 Fcfa, com isso, o cliente tem a luz instlada em casa e uma oferta de 5 kw de energia. Quando este saldo de luz acabar, o cliente vai comprar outro saldo no nosso escritório e pode gastar luz conforme a sua possibilidade financeira.

 

JNP – Qual é a afluência dos citadinos de gabú aos vossos serviços?

 

RB – Positiva. As pessoas apreciam e vêem com bons olhos este sistema de fornecimento de luz, sobretudo a forma de economizar a energia na sua casa. O contador indica sempre o saldo restante, permitindo o consumidor melhor controlar os seus gastos. Permite-lhe também saber a quantidade de energia que gasta com uma ou mais lâmpdas e outros electrodomésticos por hora.

 

JNP – O senhor director não pensa levar esta experiência para outras zonas do país, particularmente para a cidade de Bissau enquanto mercado importante para explorar?

 

RB – Por enquanto ainda não estamos a pensar em Bissau.

 

JNP – Porquê?

 

RB – Porque a cidade de Bissau é muito grande e a capacidade que temos actualmente não nos permiti fazê-lo. Temos que ter mais capacidade do que esta que temos de momento.

Portanto, a nossa intenção de momento é cobrir toda a província leste (Bafatá e Gabú) para depois pensar noutras zonas.

 

JNP – Então, não estão a pensar para outras vilas e tabancas da região de Gabú?

 

RB – Estamos pensar como te disse para toda a província leste. Pode ser, mas depende de vários factores. Por exemplo, para ter um sistema de prê-pago numa tabanca, tem que ter consumidores suficientes para poder render, tendo em conta o grupo.gerador e outros serviços conexos ao sistema, nomeadamente os operadores de terreno.

 

JNP – Quais as perspectivas futuras?

 

RB – Estamos a espera de nova encomenda de 500 contadores que devem chegar em breve. Até ao final do ano esperamos ter 1.500 sistemas de ligações, embora tal não  cobria toda a cidade.

 

JNP-Para cobrir toda a cidade, quantas ligações são necessárias?

 

RB – Para conseguirmos satisfazer toda a cidade temos que ter entre 4000 a 4500 contadores. Também tem que ser feito investimentto em ramal.

 

JNP – Qual é a mensagem que gostaria de deixar para a população enquanto grupo-alvo do vosso serviço?

 

RB – Mais esperança em relação aos nossos serviços, melhores dias virão e a nossa intenção é conseguir satisfazer toda a gente, embora temos a consciência de que não será fácil, tendo em conta os custos que isso vai implicar.

Contudo, esforços estão sendo feitos nesse sentido, porque o nosso objectivo é atingir tudo e todos com este nosso serviço.

 

Texto: Djuldé Djaló

Fotos: Pedro Fernandes


 

 
 

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